Na arrebentação
8/ 10/ 2008
Eu corri até o fim, eu me feri na cerca de arame. Meu amor é pelo rasgo, é na carne viva. É pelo mal que me arranca o coração com que vivo. É para quem ousa tirar a flecha do peito do tigre. Sem dó, meu amor é pelo risco, pelo coração com que bato. Dentro, pelo mal que me arranca e me entrega e cai de minha boca, com flechas. É rebento. Meu amor é para quem escolhe a coisa caída, ao avesso, batendo. E abre mais o rasgo, sem gemido. Meu amor é de fazer cicatriz, arrebatado. Para quem tem a coragem de se dar um presente achado.